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sexta-feira, 27 de maio de 2011

[CINEMA] Crítica: A Onda (Die Welle)



Conheci o desconhecido filme A onda (Die Welle, Alemanha 2008) totalmente por acaso, durante uma das inúmeras viagens profissionais que venho fazendo esse ano. Esse filme foi lançado diretamente na televisão alemã, e segundo relatos da época gerou muita polêmica, e não era pra menos. E só posteriormente foi lançado nos cinemas alemãos e depois, finalmente, nos de todo o mundo.

O enredo do filme gira em torno de questões contemporâneas, mas o mesmo também poderia ser filmado como um filme de décadas atrás que não perderia o efeito. O filme parte de questões filosóficas e políticas num ambiente escolar juvenil.

O filme começa despretencioso e durante a primeira parte, quando o assunto autocrasia é exposto, as pessoas se perguntam se estão vendo mais um capitulo auto-explicativo de Malhação (Globo, 1995), recheado de relacionamentos amorosos entre jovens e disputas múltiplas juvenis... Mas logo essa dúvida é respondida, quando o roteiro é desenvolvido e o filme cresce de forma assustadora.

Basicamente o enredo do filme é: o professor precisa dar um curso de autocracia para seus desinteressados alunos e para chamar a atenção da classe  (e por ser ele  simpatizante do anarquismo) cria um mecanismo prático baseado no fascismo e no poder. Wegner, o professor se auto intitula o líder do grupo e propõe o lema "força pela disciplina" e dá ao movimento o nome de "A onda". Já inicialmente são lançadas pelo líder diversas ideologias e regras de disciplina.

Logo, os alunos entendem e se sentem parte da "Onda", ou seja, parte do grupo e passam a acreditar que apenas "A Onda" é relevante e a alimentar ainda mais essa "ideologia" com regras e gestos que caracterizam "A onda", como logomarca, uniforme, comprimento, entre outros aspectos. Quem é da onda está por cima, e quem não é não tem espaço.

A situação vai ficando cada vez mais delicada, quando alunos que não tinham amigos e/ou se sentiam menores passam a ver na onda a solução dos seus problemas de relacionamento.  Alguns poucos outros alunos percebem as mudanças comportamentais de seus companheiros de classe e resolvem abandonar as aulas e consequentemente o grupo... Em vão pois no último terço do filme, a situação está fora de controle, e quando o professor e líder do grupo se dá conta disso já é tarde demais.

A cena final é o grande trunfo de "A Onda", os acontecimentos tangem para esse grande momento e o desfecho, o discurso no auditório da escola e seus desdobramentos fogem de qualquer cliclê imaginável. Se o filme não fosse bom (o que não é o caso, pois é ótimo) valeria a pena só por essa cena.

Depois de todo o sucesso de crítica o filme começou a ganhar o mundo. No Brasil foi lançado nos cinemas em outubro de 2009 e foi rejeitado pela a grande massa. Vale ainda citar que o filme é baseado em fatos reais, utilizando como base o livro  A terceira Onda (The Third Wave, Ron Jones).

É um filme que, modestamente, eu recomendo!



[LEITURA] Turma da Mônica Jovem: Vontade dos Fãs ou Apelo comercial?



Desde seu lançamento essa nova roupagem da Turma da Mônica (Turma da Mônica Jovem, Panini 2008) me despertou muita curiosidade. Não tinha como ser diferente, pois desde o cancelamento do ótimo gibi Chaves & Chapolim (Globo, 1991) comecei a ler as aventuras da turminha do bairro do Limoeiro. Lembro até hoje da primeira história que li "Papai Queria Menino" e desde então passei minha infância lendo semanalmente as incríveis trapalhadas desse turminha.

A grande verdade foi que me decepcionei completamente com Turma da Mônica Jovem. A principal característica de cada personagem havia sido eliminada: Mônica jovem é magra, Magali jovem faz dieta, Cebolinha jovem não fala mais elado errado e Cascão jovem toma banho regularmente! Além disso, a roupagem havia mudado, porém o texto continuava infantil e se perdia com as inclusões de gírias exageradas... E magos, bruxas, universos paralelos, poderes sobre-humanos faziam parte das histórias regularmente (talvez como justificativa para ser impressa em estilo semi-mangá, pois mangá de fato Turma da Mônica Jovem nunca foi). Enfim, e com muito lamento acredito que os verdadeiros fãs já crescidinhos da baixinha, gorducha e dentuça e seus amigos devem ter ficados desapontados.

Leia também: PERSONAGENS DA TURMA DA MÔNICA VÃO CRESCER ANUALMENTE NOS QUADRINHOS!

As crescentes críticas fizeram com que fossem feitas algumas mudanças e as histórias passaram a ser mais reais, e o resultado disso é que a abordagem de temas jovens como namoro e relações de amizades se tornaram mais frequentes e o lado fantasioso já não está tão forte nas edições atuais.

Agora fui novamente surpreendido com a noticia de que na edição que chega nas bancas hoje (número 34) a capa é com Mônica e Cebolinha se beijando! Ora, não é a primeira vez que os dois se beijam! Na edição de número 04 ocorreu o primeiro beijo sem sal entre os dois, e também foi criado todo esse alarde em cima! Naquela ocasião a capa foi um quase beijo, a ação anterior ao beijo. Por que colocar isso na capa novamente? Por que esse novo alarde em cima de algo que já ocorreu?

Meu questionamento é: todo mundo sabe que hoje em dia, nada é feito visando apenas o lado romântico ou sentimental, para tudo existe sim um lado comercial que não pode ser deixado de lado, mas em Turma da Mônica Jovem, ainda não senti a turminha ali, parecem outros personagens que cresceram lendo a turma. Excluindo a personagem da Marina (que já tinha esse ar moderninho quando lançado nos quadrinhos, é que é o personagem mais bem construído dessa fase moderna) tudo é muito artificial e sem graça. Tudo parece ser feito exclusivamente visando o lado comercial.

A Turma da Mônica merecia uma abordagem jovem melhor. Os fãs crescidos da turminha mereciam uma revista (em estilo quadrinhos mesmo, mas com gráfico mais adulto) mais bem elaborada. Não que eu seja a favor de tudo continuar exatamente como era (lógico que o Cascão deve sim tomar banho), mas as mudanças deveriam ser mais sutís... Ainda dá tempo de mudar e minha torcida é que isso aconteça gradualmente nas futuras edições.

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